Adaptação do Ballet Coppélia no Teatro Alberto Maranhão
Poderia uma boneca despertar o amor de um homem e o ciúme de sua noiva? Na história contada no Ballet Coppélia, é possível sim. Obra prima do coreógrafo parisiense Arthur Saint-Léon, o espetáculo foi adaptado pelos professores da Escola Municipal de Ballet Professor Roosevelt Pimenta, ligada à Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte). O resultado dessa reivenção será mostrado ao público nos dias 11, 12, 13 e 14 de dezembro, sempre às 17h, no Teatro Alberto Maranhão (TAM).
Os figurinos, adereços e cenários são assinados pelo artista plástico Carlos Sérgio Borges, a iluminação é de Ronaldo Costa e o professor Roosevelt Pimenta responde pela direção geral . O espetáculo tem duração de duas horas e divide-se em três atos. Além do corpo de baile da Escola Municipal de Ballet Professor Roosevelt Pimenta, participarão de Coppélia bailarinos do Balé Municipal da Cidade do Natal, também integrado à Funcarte.
Coppélia
Com coreografia original do francês Arthur Saint-León, Coppélia estreou em 25 de maio de 1870, na Ópera de Paris. A história se passa na aldeia de Cracóvia, na Polônia, onde um fabricante de bonecos chamado Coppelius produz uma boneca mecânica da altura de uma mulher. Coppélia, nome com o qualp foi batizada, é a única alegria do velho fabricante, que a considera sua filha.
Passando em frente à casa de Coppelius, o jovem Franz se depara com Coppélia na sacada, curvada atenciosamente sobre um livro. O moço logo se apaixona por ela, o que causa ciúmes em sua noiva Swanilda. Contaminada pelo vírus do ciúme, Swanilda reúne suas amigas e entra na casa do velho para descobrir quem é sua rival. Chegando ao sótão, as meninas vêem várias figuras imóveis, compreendendo então que não passam de bonecas mecânicas.
Quando Coppelius volta para casa, quase flagra Swanilda e suas amigas, mas estas conseguem fugir, menos Swanilda, que veste as roupas da boneca e finge ser uma. Nesse mesmo instante, Franz, o noivo, também entra na casa para conhecer a moça que viu na sacada. Logo que Coppelius percebe a presença de Franz, obriga-o a tomar uma bebida que o deixa tonto, para fazê-lo enxergar Coppélia como uma mulher de carne e osso.
Mas Cornellius se espanta com o comportamento de sua boneca, que na realidade é Swanilda disfarçada. Finalmente, a noiva ciumenta é desmascarada, Franz descobre que a ama e o velho Coppelius, decepcionado, desmaia entre seus bonecos. Swanilda e Franz se casam e doam o dote da moça ao velho Coppelius, cujos bonecos haviam sido destruídos.






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