Castelão com o piso renovado
Vinte e quatro horas após escavações em 80mx11m da zona de entrada da grande área, que era o ponto mais crítico da drenagem do Estádio Castelão, o cenário mudou. Onde era para cavar, ontem foi para plantar. Carrinhos de mão que retiravam argila impermeável por baixo da relva, ontem retornaram levando areia vermelha e areia grossa permeável, para abrigar os novos tapetes de grama que chegaram do Rio Grande do Norte.
Dessa maneira, o secretário Ferruccio Feitosa espera ter diminuído em muito, os problemas relativos à grama do estádio, que estava afetada por conta da falta de escoamento. O gramado já poderá receber o jogo desta sexta-feira às 20h30 entre Fortaleza e Gama/DF, pela Série B do Campeonato Brasileiro. “A fase mais crítica foi o momento em que tivemos que fazer a limpeza, tirando a argila que estava sobre os drenos e colocando areia grossa e brita, dando toda segurança para que os drenos possam funcionar”, disse Ferruccio, que acompanhou os trabalhos até 1h da madrugada. Conforme o engenheiro responsável pelas obras, Joaquim Manoel, a corrida agora é contra o tempo. “A grama foi instalada em forma de tapetes, sobrepondo a areia vermelha, a grossa, e a brita. Vamos fazer o replantio e passar o rolo para compactar”, completou o engenheiro.
Ferruccio Feitosa revelou que foram comprados 600 metros quadrados de grama a um produtor do Rio Grande do Norte. A quantidade, segundo os técnicos, servirá emergencialmente para cobrir a área que foi escavada, e que fica à direita de quem adentra pela entrada principal do Castelão. O quanto foi investido, o secretário preferiu não revelar.
Enraizamento
A grama precisaria em torno de 15 a 20 dias para enraizar, conforme Ferruccio, porém, como se trata de uma medida urgente, foi instalada às pressas. “Não é possível haver o enraizamento, mas com o serviço realizado resolvemos o problema da lama que existia no local. Vamos compactar para que não haja prejuízo algum”, continuou o secretário.
Engenheiros do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), estão acompanhando a obra 24 horas, em regime de revezamento. Inclusive, o próprio superintendente do DER, Quintino Vieira, esteve no local, para supervisionar tudo.
O ex-administrador do Castelão e um dos engenheiros responsáveis pela última reforma, o engenheiro Mário Elizio, reconhece que algum problema ficou na drenagem do estádio. “A drenagem, a meu ver - eu não sou especialista - apresentou uma falha na concepção do projeto. O campo tem 110m x 75m, perfazendo 8.250m². O projetista dividiu o campo em 10 faixas de 11 metros. A cada 11 metros tem um dreno. Acho que ficaram faltando quatro drenos, saindo dos vértices das grandes áreas e se encaminhando para as bandeirinhas de escanteio, que é o local onde mais encharca”, disse ele.






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