Praia de Pirangi é sinônimo de verão
DN Online
Passadas as festas de fim de ano e janeiro dando as caras em pleno calor, as praias do litoral potiguar recebem efetivamente os autênticos veranistas. Em Pirangi, a mais procurada do litoral pelos natalenses, é possível encontrar banhistas curtindo a praia em qualquer dia da semana e praticamente em qualquer horário em que o sol esteja brilhando. Com inúmeras atrações, Pirangi é uma badalação só.
Frescobol, futebol, vôlei, futevolei, kitesurf, passeio de barco ou simplesmente o banho de mar. A combinação areia e mar de Pirangi tem diversões para todos os gostos. Para quem está em moradia temporária, tudo isso a poucos metros de casa. “O melhor de Pirangi é que a gente tem tudo o que precisa para o bom verão sempre perto de casa”, diz a turista Genilda Marques, 53 anos, que deixou Goiás para veranear na praia.
O geólogo Paulo Varela, que veraneia em Pirangi há mais de 30 anos, ressalta as vantagens da praia. “A orla daqui se manteve preservada ao longo dos anos”, diz ele, que tem uma casa à beira-mar. Além das belezas e atrativos naturais, Varela considera boa a infra-estrutura que a praia oferece. “Na parte da frente temos a praia e atrás uma gama de comércio e serviços com supermercados e restaurantes variados”, comenta.
Na praia não faltam opções para o banhista. A moda este ano é o kitesurf (pequenas pranchas puxadas por uma pipa). Nos dias mais movimentados o coloridos dos equipamentos são um espetáculo à parte dentro do mar. No final da tarde, quando o sol se prepara para se esconder, quem domina é o futebol na areia. Em toda extensão da praia é possível ver os campos improvisados repletos de peladeiros.
A noite de Pirangi também não deixa a desejar. Bronzeados do sol que tomaram durante o dia, jovens desfilam charme na rua principal. Eles freqüentam sorveterias, lanchonetes e restaurantes. Nos finais de semana o compromisso é no Circo da Folia, tradicional casa de shows da praia que atrai gente de várias cidades e até outros estados.
“Espero o ano todo para chegar janeiro e vir para Pirangi”, diz George Silva, 20 anos, que passa o verão em Pirangi desde criança. Ele conta que seu dia começa com caminhadas na praia e banhos de mar até a hora do almoço. À tarde, ele volta à praia para jogar bola com os amigos. A noite dele não é diferente da maioria dos jovens. “O bom aqui é paquerar”, afirma.
Personagem da notícia
Assim como em anos anteriores, alguns problemas tiram o sono dos veranistas de Pirangi. Muitos reclamam do alto volume do som emitido à noite por veículos equipados com potentes caixas e amplificadores. Outros problemas constatados pela equipe do Diário de Natal este ano são a falta de fiscalização dos esportes náuticos e a colocação de trailers no estacionamento da praia. “Existe uma verdadeira guerra entre os carros”, reclama o geólogo Paulo Varela, se queixando do alto volume sonoro à noite. “Não falo nem em relação ao dia, mas à noite é um absurdo”, acrescenta ele, que chegou ao ponto de sair da praia para dormir em Natal por causa do barulho. Outro problema citado por Varela é a falta de fiscalização aos esportes náuticos. “Em outros anos, quando estava na moda o jetsky, havia uma barreira que eles não poderiam ultrapassar. Hoje não tem mais”, lamenta, se referindo ao acidente com a médica Uianê Azevedo, que na semana passada ficou com cortes e hematomas pelo corpo após ser atingida pelo fio de nylon de um desses equipamentos que estava sendo usado próximo ao local onde ela tomava banho.
A médica estava tomando banho de mar por volta do meio-dia do sábado e nem percebeu a aproximação do kitesurfista. “De repente, bateu um vento forte e o rapaz não conseguiu controlar o equipamento”, falou ela ao Diário de Natal na semana passada. “Em um momento as cordas batiam em mim, depois elas se entrelaçaram em meu pescoço mas eu consegui tirá-las. Eu poderia ter morrido sufocada caso elas permanecessem enroscadas”, declarou Uianê, que saiu do mar sangrando muito e com lesões na barriga, na testa, nos braços, nas costas e em uma das axilas.
Trailler
A retirada judicial das barracas que eram instaladas na areia da praia obrigou comerciantes a improvisar traliers em outros lugares. No estacionamento da praia, na descida da ladeira principal, dois desses equipamentos estão funcionando para atender os banhistas. Moradores reclamam da sujeira e do uso de botijão de gás em local inadequado.






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