Projeto Arca das Letras ganha premiação nacional
O Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras do Governo do Estado, e executado pela Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio (SEARA), recebeu a segunda colocação no Concurso Pontos de Leitura 2008 – Edição Machado de Assis, realizado pelo Ministério da Cultura. A premiação tem como objetivo reconhecer ações que democratizam o acesso ao livro e envolvam a comunidade na gestão do projeto. O Concurso reuniu mais de 700 inscrições vindas de todo País.
A SEARA está sendo destacada pelo sucesso na execução do programa “Arca das Letras”, desenvolvido através do projeto Leituras e Linguagens: para quem é da terra fortalecer suas raízes. “Leituras e Linguagens simboliza o compromisso social do Governo do Estado com a promoção dos direitos humanos e da cidadania, buscando respeitar as singularidades culturais da população do campo”, afirma o secretário Canindé de França.
O Rio Grande do Norte é o Estado com o maior número de Arcas no Brasil. Desde a implantação do programa no Estado, em março de 2004, já foram distribuídas 639 bibliotecas em 106 municípios, beneficiando mais de 45 mil famílias. A meta do Governo é atingir o número de 1.000 bibliotecas até o final do ano de 2009.
“A Arca tem por objetivo incentivar a leitura, entreter e levar conhecimento e cultura a população rural. Ela estimula o crescimento intelectual e o bem estar dos que dela se beneficiam”, explica a coordenadora Estadual do Programa, Sônia Paiva.
O Nordeste apresentou números bastante expressivos no concurso: 245 iniciativas inscritas, o que garantiu a marca de 35% de participação. No Rio Grande do Norte, além da SEARA, foram selecionadas mais duas iniciativas do Programa Arca das Letras do município de Felipe Guerra pela promoção da prática da leitura dentro das comunidades rurais.
ARCA – O programa ARCA DAS LETRAS foi criado em 2003 pelo Governo do Estado, sendo executado pela Secretaria de Reordenamento Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário, para incentivar a leitura e facilitar o acesso aos livros em assentamentos, comunidades de agricultura familiar e de remanescentes de quilombos.
A Arca tem uma metodologia que garante a participação das comunidades na formação e na implantação das bibliotecas. Os moradores indicam o local de sua instalação, os assuntos de seu interesse e seus Agentes de Leitura, voluntários, capacitados pela equipe pedagógica da SEARA, que são responsáveis pelo empréstimo dos livros e pelo incentivo à leitura na comunidade. “O processo formativo dos agentes de leituras e seu compromisso social é reconhecido pelo governo, pelos parceiros e pelos próprios usuários das bibliotecas, como fundamental para a dinamização da prática da leitura como ato prazeroso, que possibilita naturalmente o desenvolvimento da competência de leitura das crianças, dos jovens e dos adultos e dos processos de escolaridade”, explica Canindé.
De acordo com o perfil cultural de cada comunidade, os livros, frutos de doação, são selecionados. Em seguida, são formados os acervos, que compreendem literatura infantil, literatura para jovens e adultos, livros didáticos, de pesquisa e técnicos (sobre cidadania, saúde, agricultura), incluindo assuntos de interesse das populações rurais em suas realidades específicas. A biblioteca é organizada em um móvel de madeira, uma Arca, fabricado por apenados na marcenaria da Penitenciária Agrícola Mário Negócio, em Mossoró.
Fonte: Assecom/RN






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a cerca de 12 dias conheci o projeto arca da leitura , sou vereador no meu municipio de rio pomba mg. gostária de saber como que eu faço para conseguir um prototico de uma arca ,a zona rural da minha cidade e muito grande e pretendo construir cerca de 27 arcas para levar conhecimento a minha comunidade, entendo que pode tirar tudo de nós só não tiram o nosso conhecimento. agildo reis .